A lasanha do almoço de domingo
Ora, mas o que seriam "pequenos prazeres"? Ou melhor, o que seria "pequeno"? Bom, isso é realmente algo difícil de se definir; aquilo que é pequeno e prazeroso difere de um indivíduo para outro, entretanto é possível que imaginemos certas situações para que, talvez, descubramos nossos "pequenos desejos".
Diariamente me deparo com empasses: assistir um vídeo sobre o estruturalismo linguístico ou mais um episódio da série científica "Cosmos" (Neil deGrasse Tyson, você é um homão da p...), ler um texto teórico para a aula de Literatura ou ler meus livros sobre a Evolução das espécies? Enfim, as segundas opções fazem parte da minha lista de "pequenos prazeres", que me satisfazem ainda que sejam simples, que me alegram ainda que sejam pequenas.
Aquele copo d'água gelada num dia ensolarado, a lasanha no almoço do domingo, a leitura de um bom livro na rede da minha casa, sentindo a brisa e ouvindo os pássaros cantando; a presença de uma mulher bonita numa noite chuvosa, uma cerveja gelada com os amigos depois de um dia difícil... pode parecer clichê, mas são situações que, apesar de simples, me alegram e me relaxam.
"Nem sempre o que desejamos é o que devemos desejar, ou é desejável. Só que, pior que desejar, é não desejar nada", como disse Tânia Rei em sua crônica "Os desejos e os quereres". Sim, temos que desejar mais, principalmente as coisas mais simples, esquecer por um momento os grandes sonhos (não abandoná-los!), e nos deixar levar por esses pequenos grandes momentos do dia a dia, que são tão possíveis e estão tão próximos de nós.
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