Aula 11 (Relatório - Bienal) - 2/10/2017
O
fazer poético – Luci Collin
É sempre muito interessante poder ter a
experiência de ir à Bienal Internacional do livro de Alagoas, a
situação do nosso país é grave, principalmente no quesito
Educação, e poder ter um evento maravilhoso como esse aqui é
sempre muito bom; é importante salientar que, apesar de o evento ser
muito bom e diverso, é nítida a falta de estímulo à educação e
leitura no nosso país, pois, devido ao alto valor tributário os
livros saem muito caros, ao menos há alguns livros de menor
expressão que são vendidos com um preço acessível, mas, ainda
assim, livros de meu interesse estavam muito caros.
Sempre muito clara, a senhora Luci Collin
nos falou bastante sobre o fazer poético, como esse feito contempla
tantas experiências e possibilidades e como a poesia, como arte que
é, representa, através da escrita, uma visão diferente e
filosófica do mundo. Algo
que me chamou bastante atenção, e que posso confirmar pelas aulas
de Teoria da Literatura 1, foi: “ser um bom leitor de poemas
demanda muito conhecimento e é quase tão difícil quanto ser um bom
poeta”. Com essas palavras da senhora Collin pude perceber que
realmente devemos nos atentar ao não-óbvio, àquilo que está
oculto, que o poeta quis dizer com as entrelinhas, entretanto
chegamos a outro ponto importantíssimo: nem sempre existe uma
mensagem no poema, às vezes o poema fala de si mesmo, ou não fala
de nada em especial, enfim, há muitas possibilidades e não devemos
nos preocupar necessariamente com alguma mensagem e sim com o
equilíbrio da forma-conteúdo, devemos contemplar a estrutura do
poema.
Assim como toda arte, a poesia faz parte
da cultura de todos nós, desde os tempos antigos, quando começávamos
a descobrir nosso potencial com a linguagem, nossa capacidade de se
expressar. Uma frase citada foi “O artista é a antena da raça
(entenda-se “raça” como “ser humano”), que justamente faz
essa reflexão sobre a capacidade do artista de captar e transmitir
informações a outras pessoas, e isso é realmente maravilhoso. O
ser humano realmente é impressionante, nossa capacidade de
comunicação, de produção de conteúdo é incrível e essa
necessidade de mostrar, expor e registrar tudo isso vem de milhares e
milhares de anos atrás e nos acompanha até hoje.
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